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Pitada de sal #15

4 de julho de 2010 - 11:43 am

“As ações que geram blowback em geral são totalmente ocultas do público americano e da maioria de seus representantes no Congresso. Isto significa que quando civis inocentes se tornam vítimas de um ataque de retaliação, eles são inicialmente incapazes de pôr isso num contexto ou de compreenderem a seqüência de acontecimentos que levou àquilo. Em sua definição mais rigorosa, blowback não significa meras reações a acontecimentos his- tóricos, mas a operações clandestinas realizadas pelo governo dos EUA com o objetivo de derrubar regimes estrangeiros, ou de obter a execução de pessoas que os Estados Unidos querem ver eliminadas por exércitos estrangeiros ‘amigos’, ou de ajudar a lançar operações de terrorismo de Estado contra populações além-mar. O povo americano pode não saber o que é feito em seu nome, mas aqueles que são alvos certamente sabem — inclusive os povos do Irã (1953), Guatemala (1954), Cuba (de 1959 até hoje), Congo (1960), Brasil (1964), Indonésia (1965), Vietnã (1961-73), Laos (1961-73), Camboja (1961-73), Grécia (1967-74), Chile (1973), Afeganistão (de 1979 até hoje), El Salvador, Guatemala e Nicarágua (anos 1980), e Iraque (de 1991 até hoje), para citar apenas os mais óbvios.”

Chalmers Johnson, professor emérito da Universidade da Califónia, San Diego, consultor da CIA entre 1967 e 1973, abre dessa forma seu provocativo e premonitório (foi lançado em 1999 no EUA e anteviu muito do quem vem ocorrendo no cenário das relações internacionais norte-americanas, inclusive, de certa forma, o 11 de setembro) Blowback: os custos e as conseqüências do império americano (Rio de Janeiro: Record, 2007, p.9; tradução de Bruno Casotti).

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