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As inesgotáveis (e não aprendidas) lições de 29

13 de novembro de 2008 - 9:50 pm

Sem muita elaboração ou rodeios (como preferirem chamar), que a dor de cabeça e o cansaço realmente não me permitem mais do que algumas linhas por hoje. No dia em que se noticia que as demissões na Europa atingem a casa das 10 mil por dia, um texto curto e de grosso calibre atinge o alvo com a precisão de um atirador de elite: o problema é a ganância desenfreada. Cerca de 20 anos após a crise de 1929, aponta o texto, um ex-presidente do FED, o banco central dos EUA, atestava: “Se a riqueza nacional tivesse sido melhor repartida, isto é, se as empresas se tivessem contentado com lucros menos elevados, se as classes mais ricas tivessem auferido rendimentos mais baixos e os agregados familiares mais modestos remunerações mais elevadas, a estabilidade da nossa economia teria sido maior.” Parece simplório, parece óbvio. Mas, como duramente estamos testemunhando, a obviedade teima em passar a quilômetros de distância de nós — na verdade, ela pode nos fazer cócegas no nariz que sequer a notaremos. Aliás, chega a ser tragicamente fascinante como a humanidade insiste em não aprender com os próprios erros…

Meu amigo Dionisius adora me lembrar que o capitalismo é o sistema que mais riqueza gerou na história da humanidade, que mais gente retirou da pobreza. Ok, de acordo. Mas até Marx afirmava isso. O problema é que o capitalismo, como qualquer construção humana, precisa de humanos para funcionar. Senão, desmorona e, com o tempo, vira ruína. Como dizem por aí: nunca confunda liberdade com libertinagem. Será que dessa vez vamos aprender isso?

Escrito por Ronoc ¦

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