Arquivo da categoria ‘Um pouco de tudo’

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Gerais de Minas

18 Outubro, 2009 - 9:08 am

Cada vez que vou a BH, percebo uma nova faceta da capital mineira que minhas visitas anteriores simplesmente não me tinham mostrado. E cada vez me apaixono mais com a cidade. Neste post, resolvi deixar registradas algumas brevíssimas impressões e observações desta última jornada belorizontina.

Finalmente conheci a UFMG, ainda que numa visita relâmpago. Em meio ao ambiente charmosamente bucólico do campus, nada surpreendente notar que ao desmazelo das instalações da FAFICH, uma decadência cuidadosamente mantida nos limites da subsistência, corresponda a exuberância quase alienígena dos novíssimos prédios da Faculdade de Ciências Econômicas — tal qual acontece na USP e em tantas estaduais e federais país afora, a César o que é de César. Não quis me impor o desgosto de conferir se por lá também existem as “salas patrocinadas” como no torpe modelo da congênere paulistana FEA, mas poderia apostar a moedinha número 1 que tem dedo da iniciativa privada por lá.

E foi no prédio da FAFICH (mais precisamente numa pequena livraria chamada Quixote) que, depois de quase 3 anos de procura, consegui finalmente um exemplar novinho em folha do primeiro volume dos Ensaios Reunidos, do Otto Maria Carpeaux, que está esgotado há algum tempo e que, até em sebos, estava sendo difícil de achar. (Aliás, quem tem notícias de a quantas anda o projeto de resgate dos escritos de Carpeaux? A última coisa que ouvi, por parte da Topbooks, é que não havia qualquer previsão para um novo lançamento…).

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Duplicação da Antônio Carlos: soluções urbanas e photoshop, uma parceria que dá certo.

BH segue investindo pesado em algumas adequações urbanas, como a duplicação da avenida Antônio Carlos, mas fico sabendo que nesta metrópole de quase 2 milhões e meio de habitantes, a expansão da malha metroviária (que, hoje, conta com apenas uma linha de pouco mais de 28km de extensão) tem sido bastante tímida — e isso mesmo com a “pressão” trazida pela Copa de 2014. De novo, a prioridade é o automóvel. Lógico, temos grandes montadoras instaladas no estado, como a Fiat. Abrir mais espaços para os carros é aumentar a capacidade de absorção do mercado (ao menos em termos físicos), é estimular a produção industrial; e estimular a produção é gerar emprego, gerar desenvolvimento… Até quando vamos insistir nessa cadeia equivocada de raciocínio? Perguntar não ofende (ou não deveria): investir em transporte público sobre trilhos não gera empregos nem desenvolvimento?

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Torre AltaVila, por Henriqueta Marques

Fala-se muito em Varginha, mas parece que os ETs têm posto avançado é em Nova Lima.

Quando você for a BH, algo que recomendo enfaticamente é uma visita à torre AltaVila. Localizada no município de Nova Lima (colado à capital), a torre é parte de um centro comercial que tem entre suas atrações o Hard Rock Café e um restaurante japonês instalado no ponto mais alto — a torre em si tem 101 metros de altura, mas como está fincada no topo de um morro, você acaba ficando 432 metros acima do centro de BH. Numa estrutura que propositalmente lembra um disco voador, é possível avistar boa parte de Belo Horizonte. Não sei como é durante o dia, mas à noite posso garantir que a vista é belíssima!

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Outro lugar que adorei ter conhecido foi o Palácio das Artes, que fica no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. De 6 a 12 de outubro o Palácio abrigou a 6ª edição do FIQ! (Festival Internacional de Quadrinhos). O festival prestou homenagem ao artista gaúcho Renato Canini, e trouxe nomes como Liniers (o segundo álbum Macanudo acaba de ser lançado no Brasil pela espertíssima editora campineira Zarabatana, de Cláudio Roberto Martini), Craig Thompson (Retalhos) e Guy Delisle (de Crônicas Birmanesas, Pyongyang e Shenzhen, todos da Zarabatana) para conversar com o público. Abaixo, uma pequena amostra do FIQ! nas fotos da Queta.

FIQ! 2009

FIQ! 2009 - Belo Horizonte, MG

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Pica-Pau vs. Pinóquio, por Canini

Canini, no FIQ! 2009 (pastorinha e ovelha)

A pastorinha, por Canini

Canini no FIQ! 2009 (sertão)

FIQ! 2009: homenagem ao artista gaúcho Roberto Canini

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Quando o Brasil descobriu ‘Uma paixão francesa’

18 Abril, 2009 - 11:28 am

Eu poderia escrever aqui um post raivoso, denunciando o despautério que é uma de nossas cada vez mais numerosas e cada vez mais fugazes celebridades-instantâneas ser convertida, da noite para o dia, por um programa de TV abominável em conselheira literária. Eu poderia apontar o quanto somos tolos ao seguir indicações de quem quer que seja, sem fazer qualquer questionamento, sem levar em consideração nosso próprio conhecimento ou gosto, blá-blá-blá. Mas estou num dia bom e prefiro escolher o tempero Pollyanna para o meu miojo. Prometo ser equilibrado para falar sobre um fenômeno pra lá de interessante que pode ter passado totalmente despercebido pela maioria das pessoas. Sim, pessoal, quebrando uma das regras de ouro deste blog, vou falar de Big Brother Brasil.

"Um voluptuoso romance de arriscados prazeres" é o que promete a capa da edição americana de 1977

Postulante ao milionário prêmio do programa, a catarinense Ana Carolina Madeira foi responsável por um dos fenômenos literários mais inesperados dos últimos tempos. Quem trabalha em livrarias ou bibliotecas sentiu na pele os abalos sísmicos causados por essa moça. Durante algumas semanas, levas de pessoas buscaram — algumas à beira do desespero — um certo livro chamado “Uma paixão francesa”. Tudo porque Ana Carolina o relacionou em seu perfil do BBB na internet, o levou para dentro da casa e passou a falar enfaticamente de suas qualidades e de como teria sido o melhor livro a ter lido em todos os seus 24 anos de vida.

Você desconfia da extensão da influência de Ana Carolina? Pois então, experimente buscar no Google o título do livro. Visite os mais diversos fóruns e perceba o quanto o adormecido desejo de leitura desta nação foi despertado — aliás, despertado não, chutado para fora da cama, seria mais apropriado dizer. Como num virar de página, tornou-se obrigação sorver o verdadeiro tesouro literário que esta até então inaudita autora Diane du Pont teria a nos oferecer. Que verdades ocultas seu texto desnudaria? A que profundidade da alma humana nos levaria a escritora?

Até onde se pode apurar, não há uma edição corrente do livro no mercado brasileiro. O exemplar que Ana Carolina levou ao BBB deve constituir, pois, uma raridade; um tesouro a ser guardado a sete-chaves; e as chaves, a serem arremessadas para o fundo do Rio Tietê (Ooops! Será que é tão difícil honrar a promessa que fiz lá atrás?). Contudo, conseguimos localizar na internet rastros de uma edição americana de 1977. A capa promete “um voluptuoso romance de arriscados prazeres”, dando a entender que seja uma daquelas histórias bem condimentadas (açucaradas a ponto de fazer mal a diabéticos ou de uma ardência de dar inveja a quituteiras baianas) vendidas às pencas em qualquer esquina e que há décadas fazem um silencioso sucesso entre certa parcela do público leitor brasileiro. No entanto, há quem jure de pés juntos que se trate de uma história seriíssima, que nos apresenta um comovente romance vivido no convulsivo cenário da Revolução Francesa.

Pouco importa. O que importa mesmo — a verdade suprema que nos é esfregada na cara — é que quando a Rede Globo (ou qualquer outra emissora de TV, mas sobretudo a Globo) quiser transformar o Brasil num país de leitores, ela atingirá a façanha em 2 ou 3 capítulos de novela. Vêm-me à mente alguns flashes de um Tony Ramos dono de livraria no Rio de Janeiro, de uma Mariana Ximenes lendo no colo da avó… Mas são ainda ensaios tímidos.

Pensando em tudo isso, vemos como a tese que alguns autores (entre eles,  Henry Jenkins, de quem já falamos brevemente por aqui) defendem de que os meios de comunicação e as formas de produzir e desfrutar de informação e conhecimento cada vez mais se confundem está soberba e inapelavelmente correta. Em alguns casos, felizmente; em outros, nem tanto.

Escrito por Ronoc ¦

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Vem aí a Biblioteca Digital Mundial

12 Abril, 2009 - 9:06 am

Promete. E como promete! Deve ser oficialmente lançada no dia 21 de abril de 2009. Conta com o envolvimento de várias instituições (sobretudo bibliotecas nacionais — como a nossa BN — e universitárias) ao redor do mundo e pretende disponibilizar on-line verdadeiros tesouros da humanidade, sejam livros, partituras, fotografias, pinturas etc. etc. etc.

Para saber mais sobre o projeto, dê uma olhada no artigo do The Guardian ou visite o site da World Digital Library.

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Em busca de uma memória (quase) perdida

9 Fevereiro, 2009 - 9:25 pm

Há tempos, quando vasculho algumas lembranças da infância, principalmente ao recordar os programas que via na TV, sou assaltado por uma cena — uma simples e mísera cena — que logo me escapa, quase sem deixar rastros. O cenário é um desses anéis viários paulistanos que, vistos de cima, mais parecem um nó de concreto a se fechar. A gravação deve ter sido feita em um domingo bem pela manhã, porque a desolação do local é completa: não há carros, não há casas, não há viv’alma, a não ser pelos 4 ou 5 personagens (nunca consigo lembrar ao certo) que estão ali, presos na cena que se projeta na minha cabeça.

Quando surge, essa cena traz um turbilhão de emoções — tem uma aura melancólica, um quê do peso daquilo que jamais será alcançado; ao mesmo tempo, é patente a excitação e a irredutibilidade dos envolvidos em tentar encontrar uma solução para o problema que os aflige. Me parece que 2 ou 3 das pessoas presentes estavam viajando no tempo ou entre dimensões, até ficarem presas ali. E esse “ali” era algo como um mundo perdido, ou os resquícios de uma sociedade outrora magnífica, ou um refúgio humano em um planeta pós-apocalíptico. Um homem parece manipular celeremente uma engenhoca (à la telefone do E.T.) que o permitirá entrar em contato com alguém em seu planeta de origem, ou abrirá um portal de regresso, ou acionará as engrenagens de uma máquina do tempo. Ou algo assim. Porque é tudo muito vago nesse meu pedacinho de memória… Como costuma ocorrer, quanto mais me esforço por apreendê-la, mais ela se esvai!

Porém, neste sábado, algo fantástico aconteceu. Quase que por magia, enquanto dirigia pelas ruas de São Paulo rumo ao trabalho, um dos personagens subitamente ganhou rosto. Exatamente dessa forma: do nada! (E é pra entender como é que coisas assim acontecem, que na próxima encarnação eu quero voltar como neurocientista…) É óbvio que pode não passar de uma dessas tão comuns armadilhas de nossas mentes, mas ao que tudo indica o homem que tentava colocar a engenhoca para funcionar era Flávio Migliaccio. Era o que eu precisava para me lançar a uma busca semi-desesperada pelos confins da internet.

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Maneco é resgatado do esquecimento em "Os Porralokinhas"

E foi assim que (re)descobri — porque de fato não era uma informação que eu possuía, não ao menos conscientemente — o personagem Tio Maneco, vivido por Migliaccio entre as décadas de 70 e 80. Mal comparando, Maneco era um Professor Pardal tupiniquim, um personagem que transitava entre a fantasia e a ficção científica, incorporando ainda elementos da cultura popular brasileira. O personagem teve suas peripécias levadas ao cinema em Aventuras com Tio Maneco (1971), O caçador de fantasmas (1975) e Maneco, o supertio (1978). Mais recentemente, uma produção que para mim havia passado despercebida, Os Porralokinhas (2005), literalmente resgata o personagem, que volta a ser vivido, quase 30 anos depois, pelo mesmo Migliaccio. Os três primeiros filmes fizeram tanto sucesso que, ainda na década de 70, acabaram se desdobrando em uma série de cerca de 400 episódios. Meu fiapo de memória quase com certeza se relaciona a um deles.

Essa história de tentar recuperar uma recordação longínqua me fez lembrar de algo que li pouco tempo atrás num jornal. Noticiava-se que, acuada por uma crise financeira que só fazia alastrar-se, a TV Cultura via-se obrigada a inclusive reutilizar fitas antigas, aniquilando assim valiosa parte da memória da TV brasileira. Fico pensando se os episódios de Tio Maneco, que encantaram tantas crianças, não tiveram o mesmo e deplorável destino… Fico pensando se a história de viajantes perdidos em um mundo distante, que tanto me marcou anos atrás a ponto de voltar e voltar como uma assombração querida, não existe hoje apenas na minha memória e na de outras poucas pessoas apenas.

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Roy Batty (Rutger Hauer) agarra-se a seus últimos instantes de existência em Blade Runner

E tudo isso também me faz lembrar, com um travo de amargura, das belíssimas e derradeiras palavras do replicante Roy Batty, em Blade Runner. Fustigado pela chuva e agarrando-se com fervor à vida que lhe escapava, o Batty de Rutger Hauer contabilizava lembranças que só pertenciam a ele, expressava seu deslumbramento perante o mundo e, antes de morrer, sentenciava, sem perdão: “Todos esses momentos se perderão no tempo… como lágrimas na chuva…” Como se nunca tivessem existido.

Escrito por Ronoc ¦

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Passeio de domingo #2

25 Janeiro, 2009 - 9:28 am

O prêmio Nobel de literatura José Saramago é acusado de plágio. Há 3 anos, o escritor mexicano Teófilo Huerta tenta provar que o livro Intermitências da morte, lançado por Saramago em 2005, tem pontos em comum demais com seu conto ¡Últimas Notícias!, publicado em 1987 como parte do livro La segunda muerte. Huerta mantém até um blog de onde dispara seus petardos contra o laureado escritor português. Para que cada um tire suas próprias conclusões, a revista eletrônica Cronópios resolveu publicar uma tradução do conto. Às comparações, pois! Ainda no campo dos grandes mestres, mas do lado de cá do Atlântico, os machadianos de plantão, se é que ainda não a conhecem, devem visitar a Machado de Assis em linha, revista eletrônica de estudos exclusivamente voltados à obra do Bruxo do Cosme Velho produzida pela Fundação Casa de Rui Barbosa. Pra finalizar, uma dica estritamente bibliófila: uma entrevista com Coralie Bickford-Smith, designer inglesa de capas de livros responsável por algumas das mais inacreditavelmente belas edições que a Penguin tem lançado nos últimos anos.

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Leve seu livro para passear

6 Novembro, 2008 - 11:16 pm

Numa cidade cosmopolita e culturalmente tão efervescente como São Paulo, por que é tão difícil flagrar alguém acompanhado de livros em parques, praças e cafés? (Sim, sempre existirão as exceções, mas elas são exatamente isso — e acabam cumprindo a sina de estarem lá quase que somente para confirmar a regra.) Se você é um amante dos livros, há de convir: é impossível andar pelas ruas desta metrópole e não ser atropelado por essa pergunta. Certa vez, um amigo, o Paulo Vidal, chegou a confidenciar que quando se sentava em alguma praça com um livro nas mãos receava ser confundido com um ET. E pensar que em alguns lugares do mundo, a prática da leitura ao ar livre ou em público (mas sozinho) é praticamente elevada à categoria de Arte… Entre nós, é mais comum observar pessoas lendo em ônibus ou no metrô. Longe de dizer que não seja louvável dedicar todo e qualquer tempo livre para a leitura, mas limitar os livros ao exíguo e opressor espaço do transporte público paulistano é praticamente uma maldade.

Pode-se ponderar: talvez São Paulo não seja a cidade mais convidativa para quem quer se dar ao luxo de parar, sentar, abrir um livro e passear os olhos por suas páginas. Uns dirão que o medo da violência explica tudo. Outros, que leitores talvez sejam figuras mitológicas e onde eles se escondem, quem há de saber? Talvez estejam todos certos. Peço licença, porém, para evitar todas essas teses e levantar aqui a bandeira de um movimento pra lá de legítimo.

Militante, pegue sua mochila, encha-a de livros e tome as ruas! Veja, a beirada do lago do Ibirapuera parece mesmo uma delícia para deitar, se espreguiçar e… mergulhar no mundo das letras. Quer lugar mais charmoso do que a Praça do Pôr do Sol — sobretudo quando este está, de fato, se pondo — para se deixar apaixonar por uma boa história? E que tal avançar páginas e páginas tendo a metrópole todinha a seus pés? — tente a Pedra Grande, lá no Parque Estadual da Serra da Cantareira. Alguém aí já experimentou levar sua obra predileta para o alto do Martinelli e ficar lá, assim como quem não quer nada, desafiando as vertigens e lendo? E será que é pecado misturar a fome com a vontade de ler? Mesmo se for, vamos ao Mercadão devorar pastel de bacalhau e romance policial para ver no que é que dá. O Anhangabaú é ótimo, a escadaria do Municipal, charmosíssima. Ah, sim, tem o Trianon. Ou, logo em frente, o vão livre do MASP. A Praça da Luz, os jardins do Ipiranga, as ruas e avenidas da USP

Pois é, local é o que não falta. Então, fica o convite. Neste fim de semana, junte-se ao movimento: leve seu livro para passear!

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Escrito por Ronoc. Post também publicado no Blog da Cultura.

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Passeio de domingo #1

26 Outubro, 2008 - 9:35 am

Caminhando para o Sul, nos depararemos com o La Nación, de Buenos Aires, apontando Curitiba como um dos “ícones mundiais do transporte público”. Indo para o Norte, veremos José Saramago estampando as páginas da New Yorker — seu As intermitências da morte finalmente chega aos EUA. Ainda nas terras do Tio Sam, não se espantem com estas fotos: o Halloween está aí e os fãs de Star Wars têm uma criatividade do tamanho da galáxia. Na Espanha, encontraremos Rosa Montero dizendo que “às vezes pensa que a história da literatura não é senão a história do conflito interminável entre pais e filhos.” De volta para casa, seremos recebidos por meu amigo Dionisius, que jura de pés juntos que McCain leva as próximas eleições norte-americanas.

Escrito por Ronoc ¦

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De volta?

27 Setembro, 2008 - 11:59 pm

Pois é. Cá estamos nós em uma nova empreitada blogueira. A última teve fim há cerca de 2 anos e um bocado de meses, meio que encerrando um ciclo da minha vida e escancarando as portas de um novo. Óbvio: muita coisa mudou de lá pra cá. Mas o que não mudou nem um pouco foi a curiosidade quase doentia que sinto sobre o mundo e essas criaturinhas interessantes que o habitam. E nem a vontade de escrever sobre ele e sobre elas.

Ok, ok. Admito que fiquei mudo por um bom tempo, mas isso vai mudar — e isso, apesar da época, não é promessa de político! Cansaço e falta de tempo que me desculpem, mas aqui vou eu de novo! A partir de agora, este vai ser meu canto para, como diria Douglas Adams, falar sobre A vida, o universo e tudo mais. Por ora, só digo uma coisa: sejam todos muito bem-vindos!

Escrito por Ronoc ¦